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01
Jun
2019
O transporte de glicose para as células

O transporte de glicose para as células

Existem dois sistemas de transporte de glicose que dependente de uma proteína facilitadora. É realizado através de difusão facilitada, portanto a favor de seu gradiente de concentração, cujo fluxo pode ser bidirecional a depender das concentrações do meio intra e extracelular.

Um tipo de transporte de glicose acontece nos epitélios intestinais e renal, na membrana apical destas células, onde uma proteína se encarrega do cotransporte de sódio e glicose e são denominadas SGLT-1 e SGLT-2. Este mecanismo é o embasamento teórico para a terapia de reposição oral de eletrólitos, onde a presença da glicose (açucar) representa a absorção do sódio pelo mecanismo de cotransporte e consequentemente a busca do equilibrio hidroeletrolítico.

 

 

Já a entrada da glicose nas demais células ocorre através das GLUTs que são proteínas transportadoras de glicose. Existem várias GLUTs com comportamento cinético diferente, algumas delas são constitutivas e integram as membranas celulares, ex. GLUT1 e GLUT2, outras são expressas mediante o estímulo hormonal, ex. GLUT4.

Quando os níveis de glicose aumentam no sangue ocorre um sinal insulínico, com a secreção deste hormônio pelo pâncreas. A insulina atua como mensageiro celular estimulando as células, através do sinal insulínico, a expressarem os transportadores GLUT4 na membrana, aumentando assim a captação de glicose pelas células. Em condições basais, apenas 10% das GLUTs 4 encontram-se nas membranas celulares e com o estímulo da insulina, a captação da glicose aumenta subtamente com a fusão das vesículas e expressão de mais transportadores de glicose.

Uma vez que a glicose entra na célula dará início as vias metabólicas de utilização deste carboidrato, a depender do balanço energético poderá ser armazenado como glicogênio ou transformado como reserva lipídica de triglicerídio, ou será prontamente oxidado para a obtenção de energia.

Ana Paula Magalhães

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